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28 de fev de 2011

Insônia



Sem cabeça
Sem cérebro
Sem Crânio

Sem rótulo
Sem marca
Sem status
Sem cálculo
Sem mordaça
Sem quarto

Sem televisão
Sem Música
Sem poesia
Sem expressão
Sem harmônica
Sem alegoria

Sem miragem
Sem público
Sem sonho
Sem camuflagem
Sem ser único
Sem enfadonho


Sem letras
Sem quadros
Sem tudo
Sem cercas
Sem esquadro
Sem escudo
Sem veredas
Sem aquários
Sem sobretudo

Sem eu
Sem seu
Sem teu
Sem meu

27 de fev de 2011

lavrapa Triintegan A


...No meio da minha cabeça, tem uma palavra no meio que não sei como traduzir. Penso nisso toda vez que como e bebo até ficar cheio ou quando fechos os olhos cansados das luzes da tela do computador. Uma palavra que é fácil de pensar e imaginar, mas que não consigo decifrar seu significado. Isto é tão intrigante, pois sei que vivi minha vida inteira com essa palavra dentro da minha cabeça, mas nunca conheci sua verdadeira essência. O que ela significa pra mim e onde devo arquivá-la? Não sei por que continuo a encontrá-la entra tantas que uso no meu dia a dia e nem porque ainda não a apaguei pressionando shift + delete do  meu cérebro. Talvez eu a usarei em algum dia, em alguma ocasião, mas não sei como, pois não sei como verbalizá-la. Talvez saia como as línguas de “Babel” ou como árabe ao contrário. Sei que tenho uma palavra no meio da minha cabeça que não consigo traduzir, decifrar e verbalizar...

Sem Fim


Eu me lembro de você
De alguns beijos inesquecíveis
De alguns exageros românticos
De alguns minutos com você
Sonhando como adolescentes
Com o amor pra sempre
Perfeito como ele deveria ser
Eu me lembro de você
De quando eu lhe mandava cartas
De quando eu dormia pensando
Em seu lindo sorriso adolescente
De quando minha vida era simples
Como falar de amor pra você
De quando você era minha menina
De quando eu sonhava com você
Sendo minha esposa adolescente
Com esses olhinhos infantis
Que um dia brilhou de amor por mim...
Eu me lembro de você
Do meu primeiro beijo
Com som romântico de fundo
E de seu cheiro maravilhoso
Eu me lembro de nós dois
Do começo do nosso amor
De como fomos felizes
Do nosso amor sem “fim”.

23 de fev de 2011

Majestade



Fugimos do reino
Tudo virou poeira
Meu forte desmoronou...

_Sabe como é quando seus dentes
Estão caindo bem devagar e você não percebe
Então você repara que eles estão bem separados
E um dia você fica sem dente nenhum?

Tinha poderes irreais
Um muro de gravetos
Armadura de pelúcia
Coroa de papelão
Sem exército
Sem guerras
Sem inimigos
Fugimos de medo
De nós mesmos
Do silêncio
Do escuro
Do inferno
Dentro de nós

21 de fev de 2011

Expirar


No silêncio atmosférico, no âmago existencial de minha alma. Há esse corrupto medo da penada circunstância colateral. Uma germanidade transcendental embutida como um parasita. Visão terrífica de algum ponto pretérito de minha vida recorrente. Um fantasma colossal que eficazmente sufoca minha contínua vida. Prevejo meu descanso coberto por súplicas em me livrar de uma vida evanescente e perturbadora “loucura”. E neste dia fecharei meus olhos irrevogavelmente!

20 de fev de 2011

Grão Mestre



Fui para outro lado
Todos ficaram para trás
Uns não me entenderam
Outros me ignoraram
Fui para bem longe
Distante de tudo e de todos
Trilhei minha própria sorte
Esqueci-me de amores falsos
De amigos traidores
E da minha grande “fama”
Construí um mundo pra mim
Onde eu sou o Grão Mestre
Um mundo sem regras
Sem tempo
Sem gosto
Sem traição
Sem religião
Sem ódio
Sem pódio
Um mundo só meu
Alguns me olham
Outros me julgam
Aprendi a respirar bem fundo...
A desviar para não ser atingido
Sou sempre imprevisível
Vindo de um tempo bom
Até quando a tempestade devastou
Pessoas perderam o sentido
Algumas não conseguiram voltar
Sobrevivi por ser corajoso
Hoje me escondo na minha ordem
Vivo no meu aconchegante lugar
No meu lugar...