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23 de nov de 2011

Livre


Para onde eu olho eu vejo você
E quando fecho meus olhos
Você também esta dentro de mim
Nas minhas orações você é a minha súplica
Sempre que eu sinto paz você está ao meu lado
Quando me sinto sozinho, sempre procuro você
e quando não a encontro, penso no seu sorriso
Você me faz tentar ser honesto
De todas as formas, tentar ser bom
Você me faz querer uma longa vida
Talvez no final você me salve

Eu tenho alguns segredos
Mas eu lhe contei apenas alguns...
O tempo é um relógio adiantado
O que passou poderá nunca mais retornar

Acredito que nós viveremos livres
E isto não está além de mim
Sempre estaremos juntos
e minha vida será bem melhor
Apenas comecei e meu limite é grande
Sei que passei algum tempo perdido
Mas foi pra eu saber o quanto você vale
Quero chegar em casa e deitar em seu colo
Fazer-lhe um belo jantar
Quero apenas estar com você livre
e não ter medo de me entregar tanto assim

22 de nov de 2011

Mariano


Queria ter ficado contigo
Não até o momento que a chuva acabasse
mas até que o tempo começasse
pro fim, pro começo, pra carne
a fazer-me esquecer de tudo
sentir seu espírito agarrar o meu
enrolar-me e ficar preso no seu sorriso

sentir teu cheiro cortar a minha voz
me emaranhar nas curvas, nas pernas
queria que ficasses até a chuva acabar
para que tudo começasse novamente
e eu me desabasse em te olhar
mas sem te amar
só pra estar ao seu lado
na hora de voltar

pra ver você me arrancar suspiros
para que eu pudesse esquecer as horas
e novamente me ver perdido em você
perdido em você
nas suas cores, reflexos e marcar sua retina
nesses olhos reflexos de mar, de amor
olhar e des-olhar pra dor
esperar que a chuva não passe
pra você ficar, aqui
neste cheiro, nesse olhar...
que venha a tempestade
que seja forte o suficiente
não só para molhar e sim para lavar a alma
derramar partes de você em mim
desvanecer e começar
re-amar
transformar...
 
Por Mariana Alves e
Diego Nobre

8 de nov de 2011

A Cidade


Com tanta dissidência
minha língua continua presa
e minha voz muda
cidade bandida
pessoas hipócritas
sobre tantas
pedras e buracos
ratos no meu lixo
pés pregados no chão
pobreza nos olhos
seguir na linha
abafar o escândalo
chorar em silêncio
e por ser barato
sem barganha