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22 de mai de 2012

Papel Vazio

Deixo-me embriagar pelo fato de solidificar minha ausência
Pois meu simples desejo ao acesso ao meu próprio patrocínio me cala
Minha marca exposta ostensivamente derruba minha verba investida
Querer que o meu próprio resultado, fosse o inverso de todo negócio perdido
Nada de contar meus passos administrando somente os metros quadrados andados
Que todo o acervo democrático de arte mergulhado em mim, não seja apenas propaganda
Que eu não fique apenas em gravuras ou pregas de celulose moderna
Que a imagem do poeta respire ao benefício próprio de uma vida dedicada
Pois nunca saberei se o que faço, será algo que privilegiará apenas o meu sucesso
Ou tudo que eu faço nunca será também reconhecido pelo outros
Dedico alguns segundos de horas minhas perdidas para tentar salvar o que ainda existe de bom em mim
Mas nunca sabereis de fato, qual verdade acompanha as minha palavras
Ainda me sinto, neste monte de pedras pontiagudas, um papel totalmente vazio.

4 comentários:

  1. Oi Diego, fico feliz com sua companhia neste meu blog e é com imensa satisfação que sigo o seu, adorei o que você escreve,parabens!
    Bom final de semana,
    Valéria

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  2. Valéria, ter vc aqui comigo me faz tranquilo e o meu sorriso a deslumbrar suas linhas. Esteja e volte sempre!

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  3. ola diego gostei muito do que voce escreve,tb renho um blog http://www.orkut.com.br/Interstitial?u=http://priscila-froner.blogspot.com/

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  4. decididamente a matéria é como nossos sonhos, projetos e idéias, pois a tratamos sem a devida perícia.
    fundamos montanhas, amontoados de bolas de papel sobre nossas próprias cabeças, amigo.

    muito profundo teu escrito!

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