27 de jun. de 2026

O Regresso (Por Diego Nobre Araújo 19-3-26)

A escolha do "certo" traçada pela vontade, onde a moral dança conforme seus critérios.

No teatro humano, somos todos atores, julgados sob a ótica da estética.

O belo é exaltado como sagrado, o feio, sentenciado ao esquecimento.

Mas a moral não brota da justiça; é tecida por preferências e opiniões.

Aprendemos a rejeitar o que é verdadeiro, abraçando apenas o que nos agrada.

A bondade é definida pelo prazer que nos oferece, enquanto a maldade se traduz em desconforto.

Nossa ética reflete apenas nossas inclinações e o mundo celebra reluzentes fachadas, mesmo que ocas por dentro.

Estamos cercados por um mal que se disfarça de beleza e pureza.

É urgente nos libertarmos dessa prisão da aparência,

para descobrir o valor em tudo que o mundo desdenha.

Sentir genuinamente requer transcender os julgamentos alheios, abrir os próprios olhos e enxergar sem filtros impostos.

Precisamos abandonar esse palco, desafiar o grande espetáculo, em busca do retorno à nossa essência mais pura.

Esse regresso íntimo nos espera, pronto para nos mostrar quem éramos antes de sermos moldados e ensinar-nos a voltar a ser o que jamais deveria ter sido alterado. 



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