A escolha do "certo" traçada pela vontade, onde a moral dança conforme seus critérios.
No teatro humano, somos todos atores, julgados sob a ótica
da estética.
O belo é exaltado como sagrado, o feio, sentenciado ao
esquecimento.
Mas a moral não brota da justiça; é tecida por preferências
e opiniões.
Aprendemos a rejeitar o que é verdadeiro, abraçando apenas o
que nos agrada.
A bondade é definida pelo prazer que nos oferece, enquanto a
maldade se traduz em desconforto.
Nossa ética reflete apenas nossas inclinações e o mundo
celebra reluzentes fachadas, mesmo que ocas por dentro.
Estamos cercados por um mal que se disfarça de beleza e
pureza.
É urgente nos libertarmos dessa prisão da aparência,
para descobrir o valor em tudo que o mundo desdenha.
Sentir genuinamente requer transcender os julgamentos
alheios, abrir os próprios olhos e enxergar sem filtros impostos.
Precisamos abandonar esse palco, desafiar o grande
espetáculo, em busca do retorno à nossa essência mais pura.
Esse regresso íntimo nos espera, pronto para nos mostrar quem éramos antes de sermos moldados e ensinar-nos a voltar a ser o que jamais deveria ter sido alterado.

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