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8 de nov de 2011

A Cidade


Com tanta dissidência
minha língua continua presa
e minha voz muda
cidade bandida
pessoas hipócritas
sobre tantas
pedras e buracos
ratos no meu lixo
pés pregados no chão
pobreza nos olhos
seguir na linha
abafar o escândalo
chorar em silêncio
e por ser barato
sem barganha

2 comentários:

  1. É amigo...no mesmo espólio que nos legaram, convivemos com a "mesma imagem futurística" de umm filme nem tão antigo e, também "novas" modas (de molde, modelo, mesmo), vícios degradantes de quéns que só se ocupam com o efêmero. Decidirmos entre ser os droogs ou rozzers, os defensores da nova ordem e da lei (na língua "Nadsat")? Acabemos por nos tornar um Alex (a)ferido sem seu moloko.

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  2. "Laranja Mecânica" - apagando sonhos, desprezando qualquer vínculo intelectual ou artístico. Seremos, sobre tudo, meros contos de fadas, programados a tentar aceitar ficar de olhos fechados e fingir contentamento.

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