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16 de fev de 2012

Commedia Erudita


Preciso gritar
Somente para escutar minha voz
E que ninguém ouça
Não preciso de atenção forçada
Não estou pedindo socorro
Não me venha com ideologias falidas
Preciso do escuro de baixo da minha cama
“Não ter para onde respirar meu batimento cardíaco”
Passar marchas andando parado na contra mão
Aceitar todo o frio da sauna do inverno
Sentir a multidão do deserto glacial
Perder o tato para talvez ver melhor
Jogar-se da calçada em busca de suicídio
Nada de manteiga para tapar buracos
E de ventos para atracar navios
Sinto medo de cobras e escorpiões
Mas sei lidar com aranhas mancas
Preciso ser arrogante para deleitar minha humildade
Destruir meu castelo de cartas marcadas
delatar o pierrô cansado...

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